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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Shakespeare, O grande Dramaturgo.

Com mais de dois meses de blog e com tantas postagens, hoje me peguei pensando porque ainda não havíamos feito um post sobre Shakespeare, um dos mais importantes dramaturgos do mundo.
Um artista tão importante como ele merece um espaço no Plano B e é hoje que vamos ter a honra de colocá-lo nesse espaço, colocar este alguém que se eternizou por suas obras irrevogavelmente incríveis. 

Shakespeare nasceu em 1564 na cidade inglesa de Stratford-Avon, onde desde muito novo já mostrava interesse pela escrita. No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural, onde começou a escrever sua primeira peça chamada "Comédia dos Erros". Nesta mesma época ele escreveu aproximadamente 150 sonetos. No ano de 1594, Shakespeare entrou para a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain dando início então a sua trajetória de grande reconhecimento. 
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso por tratarem de temas vividos pelas pessoas, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.

Suas principais obras foram:  O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade, Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet, Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.

Shakespeare morreu no mesmo dia do seu aniversário, 56 anos depois. Apesar de várias especulações sobre as causas, nenhuma nunca foi confirmada. 

Desde que as obras de Shakespeare ganharam reconhecimento elas passaram a ser as mais reproduzidas no mundo todo e ainda são.
Deixo vocês, então, com fotos de reproduções das mais importantes obras dele.


"Romeu e Julieta" (1° versão adaptada para o Cinema).




Pintura da obra "Sonho de uma noite de verão":







Atores Brasileiros em cartaz com a obra "A comédia dos erros"







                                  "Ser ou não ser, eis a questão"

                                     (William Shakespeare Hamlet)




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como é o ator por dentro?



No post de hoje resolvi apresentar para vocês leitores o que é  a
 ARTE de ser um ATOR e para isso vou mostrar-lhes um texto de Chico de Assis, grande dramaturgo brasileiro responsável por obras teatrais e televisivas memoráveis. 

Se já teve vontade de ser um ator/atriz ou se pelo menos alguma vez na vida já pensou em   como é o sentir e o viver de um ator, esse é o momento perfeito para conhecer um pouco dessa profissão, na qual tenho a ousadia de dizer que é uma das mais encantadoras.


                                                               O Ator

"Então você tem curiosidade em saber como é o ator por dentro?

Eu digo. O dentro está por fora e o fora está por dentro. Entenderam?
Trato simples para um ator: jogar a vida de fora para dentro e depois devolver a mesma vida botando de dentro para fora. Entre uma coisa e outra, isso que chamamos de arte. Eu prefiro artimanha.

Mas quando o ator começa a achar o seu personagem, o mundo fica bem diverso. Tornar-se invisível.
Trocando em miúdos: SER NADA.
Porque no nada tudo cabe. Se você já está lotado de tantas emoções e ideias, dentro não cabe mais coisa alguma. É preciso abrir espaço no nosso eu para o que virá. Porque aquele personagem que virá não será nem maior nem menor que você. Terá seu exato tamanho. Fácil, não é? Alguém pode pensar que um ator veste uma personagem como veste um terno.
Não, não é assim. Isso não é arte de representar.

Temos que ir aos poucos, com cautela, vendo através da mente ainda nublada, os primeiros traços de sentimentos e gestos do personagem. Daí começa a surgir uma
linha mais forte e marcada, como uma espécie de foco que vamos buscando cada vez com maior nitidez. São formas que dançam à nossa frente, desordenadas, uma orgia de jeitos e facetas disparatadas.
Um que não nós, ficaria doido com o embrulho. Mas com este leite fomos criados, nós que somos atores.
É deste caos que vai nascer o personagem. Primeiro bruto e mal acabado como um catunguinha de barro daqueles do mestre Vitalino. Bruto, mal acabado, mas já muito belo. Depois as formas mais delicadas vão se desenhando suave e constantemente durante o processo. Tudo montadinho como um jogo vivo. Como pescar no rio da própria alma e encher o picuá de: detalhes de vida; relances de emoções; tratos de angustias, visões de sonhos. Rostos que vimos uma vez... Meia vez... Vez alguma. Apenas produto da invenção de um ser.

E assim vamos vestindo de vida este prodígio. Este ser noviço que nos tira a calma. Dorme conosco, acorda conosco, bebe e come conosco, e até ama e odeia juntinho com a gente: ah, ele ali relando a pele. É um trambolho desajustado que acaba por se acomodar com a gente. Atrevido, nos mostra o próprio rosto para que não tenhamos dúvidas que ele é ele e não nós.

Ah, que caminho de aventura, seres tu mesmo a outra criatura.
Ah, que loucura chorar e rir, por si mesmo e pelo estranho que lentamente tiraste da vida e do sonho, para a realidade da arte.
Juro! Só o ator. Isso só o ator pode sentir.

E chega o momento em que tudo fica como que pronto.
Ai não vives para ti mesmo e sim para ele. Acordas cedo e dormes tarde: para ele. Recebes aplausos, flores e cumprimentos; mas são tudo para ele. Você ator é apenas o humano intermediário. Quando te encontram na rua te chamam pelo nome dele e és obrigado a responder. E se és ator, eu te juro que é questão de tédio. As vezes a gente pergunta:
- Mas por que não separam o criador da criatura?

O chato é que às vezes até nós mesmos nos confundimos. Às vezes eu não sei se sou EU mesmo, ou os personagens que crio. Eu fico tão ligado à ele, que palavras minhas passam como as dele e as dele passam como minhas. E chega um tempo que não sei mais onde começa a mão dele e termina o meu próprio braço. E perco a noção. De qual coração são as batidas que sinto no meu peito? Do meu... Do dele, não sei.

Aí chega o tempo de quebrar o espelho. O personagem chega ao fim do seu tempo de vida. Começa a morrer e não podes morrer com ele. Tens de desfazer o já feito. Desimventar o ser e dividir o coração no peito. No começo é como aprender a andar e falar de novo; como se tivessem te cortado pela metade. Não sabes mais viver uma só vida.
Sua íntima essência de ator requer a duplicidade. Que monotonia de ser eu mesmo noite e dia! Então eu fico confuso. Conto histórias, invento mentiras, minto realidades, misturo tudo e jogo a vida no sonho e o sonho na vida.
Discuto futebol, vou às corridas de cavalos, converso com meus cães, bebo com os amigos. Mas fujo dos espelhos. Pelas noites fico rodeado de fantasmas de antigos personagens mortos que me assombram com lembranças.

Tantas vidas que viveram, tantas mais que viver. Então finjo que estou feliz. Engano que estou triste. Mas na verdade estou só incompleto. É isso, meia vida e meia morte.
Mas quando se é ator a vida segue de outro jeito. Cai na tua mão outro papel. Passas os olhos e alguma coisa te fisga, como um anzol. Tentas fugir arrastando a linha, mas é tarde. Estás novamente pescado. Então eu te digo que o primeiro passo é deixar de ser. Depois deixar bater baixinho dentro do teu peito o coração daquele personagem que lentamente se forma e te deforma.
- Vocês querem saber o que é preciso para ser ator?
Eu digo: São olhos que choram lágrimas duplas. Às vezes um olho que ri enquanto o outro chora. Olhos que olham ao mesmo tempo para fora e para dentro. É preciso a boca treinada para separar o sabor do gosto da lágrima criada, mas principalmente é preciso manter a alma ensolarada e ampla para ser um Deus dentro de si. Para poder jorrar para fora com luz, angústia e talento com toda a voz o comando:
FAÇA-SE O HOMEM!"

- Chico de Assis (Dedicado à Lima Duarte)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O Circo


O Circo é uma das mais antigas formas de entretenimento, há registros na China com mais de 5.000 anos em que já eram presentes algumas das artes circenses, como acrobacias e contorcionismos. O Circo mais próximo do que conhecemos, teve seu início em Londres no início do século XVIII, onde novos valores foram agregados ao circo: a graça, a beleza e a harmonia, isso e a quantidade de visitantes na Europa na época proporcionaram um desenvolvimento rápido dessa arte, e por volta do fim do século XIX ganhou força no Brasil, há alguns detalhes interessantes à serem adicionados: No Brasil o palhaço é muito mais teatral e alguns instrumentos musicais comuns à nossa cultura também tem espaço, como o violão. 
Outro detalhe é que as performances mais perigosas são mais populares aqui no Brasil do que na Europa.

Aqui em São Paulo temos opções muito boas de Circos Itinerantes e também de Escola de Circo, ficam aqui alguns links para os interessados nessa íncrivel arte lúdica, que é capaz de divertir todas as idades, e entreter todo tipo de público!

Circos

Circo Zanni - http://www.circozanni.com/
Circo Spacial - http://www.spacial.com.br/
Circo Vox - www.circovox.com.br
Circo dos Sonhos - http://www.circodossonhos.com/
Circo Roda Brasil - http://www.circorodabrasil.com.br/
Cirque du Soleil - www.cirquebrasil.com

São Paulo.
Escola de artes circenses

Galpão do Circo - Oferece diversos cursos de técnicas circenses para crianças a partir dos 4 anos, adolescentes e adultos.
Rua Girassol, 323 - Vila Madalena
Fone / Fax: (11) 3812-1676 - Fone: (11) 3815-6147
Site oficial: http://www.galpaodocirco.com.br/

Academia Brasileira de Circo - Oferece cursos de diferentes modalidade circenses para crianças à partir de 5 anos e adultos.
Av. Nicolas Boer, 120 (ao lado do Viaduto Pompéia)
Tel.: (11) 2076 0087 e (11) 2076 0001
Site oficial: http://www.academiadecirco.com.br/

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Uma Alice Imaginária - Peça Teatral


Olá!


A postagem de Artes dessa semana será sobre a peça teatral "Uma Alice Imaginária", em cartaz no Teatro Commune que teve sua estréia dia 5 de outubro, e que ficará até dia 26.
A Cia dos Imaginários, companhia de teatro desde 2006, desta vez inspirou-se do clássico de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas.
A peça trata-se de uma menina que cai em um lugar desconhecido com objetos e "seres" estranhos e misteriosos. Diferente da história de Carroll, Alice se depara com caixas similares àquelas que são usadas em mudanças. E abrindo-as, encontra louças, brinquedos, papéis e coisas antigas que já tiveram importância no local onde está. Alice perdeu algo muito importante, e tudo se desenrola com a procura do que tanto lhe falta. Existem algumas questões na peça, como 
"Onde ficam guardadas as principais lembranças?" ou  "Quem tranca nossos momentos no esquecimento?". 
É categorizada infantil, porém é válido a todas as faixas etárias, já que uma coisa que o ser humano nunca pode perder é a imaginação, ou melhor, a magia, independente de quantos anos se tem.

Já fizeram seus planos para essa maravilhosa folga de cinco dias? 
Se não, que tal entrar no clima do feriado das crianças e ir assistir "Uma Alice Imaginária"?

Aqui segue algumas imagens promocionais da peça, espero que desperte algum interesse em vocês! 








Eis aqui o endereço e mais algumas informações:

Teatro Commune: Rua da Consolação, 1.218, entre o Mackenzie e o Tribunal do Trabalho (sentido Centro-Paulista). 
Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia (estudantes, classe teatral, terceira idade). Duração: 70 minutos. 
Temporada: Quintas e sextas: 21h. Censura: Livre. Telefone: 3476-0792. 




domingo, 7 de outubro de 2012

Luz, Cedro e Pedra – Esculturas do Aleijadinho


                                                   Luz, Cedro e Pedra – Esculturas do Aleijadinho

Aleijadinho, que é a maior referência em esculturas barrocas no Brasil teve suas obras mais uma vez imortalizadas, desta vez pelas lentes de Horacio Coppola.

Horacio é um fotógrafo argentino muito importante no século XX, começou na fotografia ainda jovem, e durante as décadas de 20 e 30 viajou pela Europa para estudar e aprimorar suas técnicas e pontos de vista, e instigado pelo pré-modernismo e pelo arcaísmo veio a Minas Gerais em 1945 fotografar as belas obras de Aleijadinho.
Nas palavras de Luciano Migliaccio, o curador da exposição, “ele (Horacio Copolla) soube interpretar o caráter da estrutura do Aleijadinho, o caráter teatral, patético das imagens, o senso do monumental, do dramático. E também o caráter ornamental, não naturalista, mais expressionista, que modifica a sensação do espaço" 
O acervo do Instituto Moreira Sales conta com 81 fotografias das 150 que foram tiradas, e elas estarão expostas até o dia 11 de Novembro, no Instituto Moreira Salles (Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis). Tel. (011) 3825-2560. 3ª a 6ª, 13 h/ 19 h (sáb. e dom., 13 h/ 18 h). Grátis.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dança contemporânea: Uma nova visão.


    A Dança Contemporânea surgiu na década de 60 como uma forma de protesto para o rompimento da cultura clássica.
    Enquanto o Ballet Clássico prezava pelos movimentos perfeitos, a Dança contemporânea veio para libertar os bailarinos da rigidez, deixando de lado o uso de sapatilhas de ponta e passando a usar o chão como parte do objeto cênico da dança.
    Depois de um grande período de críticas sobre essa nova vertente da dança, ela acabou sendo aceita e desenvolvendo uma linguagem própria. Dentro de seu espetáculo o que importa é a transmissão de sentimentos, idéias e conceitos. A improvisação e os solos são frequentes na apresentação e a estética do corpo deixa de ser importante, a cobrança pelo corpo perfeito e magro deixa de ser exigida. 

    A dança contemporânea não possui uma técnica única estabelecida, pois sabe-se que o corpo é uma vasta fonte de pesquisa.

Deixo vocês com fotos incríveis dessa dança e a nova visão que ela trás dentro da arte.








terça-feira, 2 de outubro de 2012

Luz, Cedro e Pedra – Esculturas do Aleijadinho


                                                 


Aleijadinho, que é a maior referência em esculturas barrocas no Brasil teve suas obras mais uma vez imortalizadas, desta vez pelas lentes de Horácio Coppola.
Horácio é um fotógrafo argentino muito importante no século XX, começou na fotografia ainda jovem, e durante as décadas de 20 e 30 viajou pela Europa para estudar e aprimorar suas técnicas e pontos de vista, e instigado pelo pré-modernismo e pelo arcaísmo veio a Minas Gerais em 1945 fotografar as belas obras de Aleijadinho.
Nas palavras de Luciano Migliaccio, o curador da exposição, “ele (Horácio Copolla) soube interpretar o caráter da estrutura do Aleijadinho, o caráter teatral, patético das imagens, o senso do monumental, do dramático. E também o caráter ornamental, não naturalista, mais expressionista, que modifica a sensação do espaço"
O acervo do Instituto Moreira Sales conta com 81 fotografias das 150 que foram tiradas, e elas estarão expostas até o dia 11 de Novembro, no Instituto Moreira Salles (Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis). Tel. (011) 3825-2560. 3ª a 6ª, 13 h/ 19 h (sáb. e dom., 13 h/ 18 h). Grátis.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Espetáculo - O Livro de Itens do Paciente Estevão



Neste primeiro post sobre ARTES, trouxemos para vocês o espetáculo "O livro de itens do paciente Estevão". É uma produção da Sutil Companhia de Teatro, uma das maiores companhias de São Paulo, na qual a produção do espetáculo surgiu a partir dos estudos sobre "Estou te escrevendo de um país distante", peça do grupo que completa 15 anos em 2012.
Sob a direção de Felipe Hirsch, o espetáculo conta a vida de um anti-herói judeu que sofre de uma doença terminal, onde médicos sombrios a divulgaram mundialmente. O diagnóstico da doença deste anti-herói o aponta como portador de uma forma de tédio mortal e, na busca pela cura, o protagonista acaba revendo o fracasso de seu casamento, a morte de seu melhor amigo e a sua filha internada numa escola para crianças sem afeto, além de principalmente de seu vazio existencial. 
O espetáculo conta com um elenco de primeira: O ator global Guilherme Weber (co-fundador da companhia), Leonardo Medeiros, Danilo Grangheia, Gergette Fadel, Isabel Texeira, Márcio Vito, Maureen Miranda e Pedro Inoue. 
Críticas muito positivas foram feitas sobre a peça, mas houve quem a rotulasse como "Extremamente louca".  Em resposta à isso críticos disseram:
"A peça é realmente louca, mas sabe o que é o mais louco de tudo isso? Ela mostra a vida exatamente como é".

A todos os apreciadores de Teatro e Artes em geral é um espetáculo imperdível.


Não é uma peça fácil de se assistir já que sua duração é de 5 horas, com um intervalo de 20 minutos mas é o longo tempo de duração que a torna tão interessante, pois o que acontece no palco é detalhado de uma forma que deixa tudo muito próximo do real. 


O espetáculo está em cartaz no Sesc Belenzinho. 

Para mais informações, acesse: 
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=227800